segunda-feira, 12 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O encantador de palavras


Ser contadora de histórias é ser uma encantadora de palavras. Carregando as palavras e uma lanterna, vem o contador de histórias com as palavras e a lanterna a caminho, e quando chegam, ele, as palavras e a lanterna um tece o outro. As crianças e as pessoas grandes que sabem ser como as crianças, ao ouvir as palavras, ver a lanterna e o contador de histórias...entregam suas almas à esteira rolante da eternidade.

CURRICULO NA ÁREA




Endereço para acessar este CV:
http://lattes.cnpq.br/7416522716472668

terça-feira, 6 de maio de 2008

PUBLICAÇÃO:



Um livro desses que as vezes a gente pega e lê de uma vez só. Deixa passar um dia, pega de novo e lê outra vez. Outras vezes abre ele em qualquer página, lê uma página, lê duas...lê quatro. Depois fecha os olhos...é tão bom!!!

Palavra registrada para dizer como as coisas em minha cidade são e como poderiam ser. Um livro simples e mesmo que não ensine coisa nenhuma, ao lê-lo, se gosta mais de Bonfim.

Os contos que eu mais ouvia em minha infância: Mogli, o menino lobo e A Bela Adormecida.


A Bela Adormecida
(baseada no conto do francês Charles Perrault)

Narrador: Era uma vez um rei e uma rainha que estavam tristes porque não tinham filhos.Mas numa alegre manhã de primavera
Súditos: - Nasceu a filha do rei, nasceu a princesinha...viva...viva...
Narrador: Tocam-se as trombetas;
Arauto: - Os soberanos deste país, farão organizar uma grande festa, para qual estão convidados, todos os habitantes, das cidades, dos vales, dos bosques, dos rios e dos mares.
Súditos: -Eh! Viva! Ê ê ê!!!!!
Narrador: Mas havia alguém que não participava da alegria geral, era a feiticeira do gatinho...
Bruxa: -Aha! Foi de propósito, que o rei só convidou os habitantes das cidades, dos vales, dos bosques, dos rios e dos mares. Só não convidou os habitantes das montanhas, para eu não ir à festa.
Vira-se para o gatinho. – Malino!
Gatinho: - Miau!
Bruxa: Você irá comigo até o Palácio. Garanto que irão pagar caro por essa ofensa!
Narrador: No Palácio, os reis sem suspeitar do perigo que os ameaçava, receberam a visita de três belas fadas.
Fadas: (as três)- Somos as fadas rosadas, viemos presentes trazer:
(1ª fada) – Eu sou Rosa!
(2ª fada) – Eu sou Rosina!
(3ª fada) – E eu sou Rosicler!
(As três) – Somos as fadas rosadas viemos presentes trazer, serás a nossa afilhada, e mil alegrias vais ter!
Rosa – Com muita felicidade, dou-te bondade e beleza!
Rosina – E eu, dou o dom da verdade e linda voz à princesa!

Narrador: E quando a terceira Fada ia dar o seu presente, houve um clarão no grande salão do Palácio onde todos estavam. Subiu uma fumaça preta, ouviram-se alguns tambores e quem apareceu? A feiticeira e seu gatinho no meio da fumaça, rodopiando com raiva:

Bruxa: - Calma calma um momentinho, também eu quero falar, sou a bruxa do gatinho, meu presente quero dar. No dia em que a princesa, quinze anos completar, no fuso de uma roca, seu dedo vai espetar, e imediatamente, sem vida ela vai ficar!

Narrador: Todos no Palácio começaram a chorar.

Súditos: Choram, soluçam...

Fada Rosicler: – Não chorem, eu peço, não chorem. Esperem que um jeito eu vou dar. Embora o feitiço da bruxa, ninguém consiga tirar. No dia em que a Princesa quinze anos completar, no fuso de uma roca seu dedo vai espetar e imediatamente, os sentidos perderá...mas até que alguém com um beijo, possa lhe despertar!

As três fadas – Somos as fadas rosadas, viemos presentes trazer!
(1ª fada) – Eu sou Rosa!
(2ª fada) – Eu sou Rosina!
(3ª fada) – E eu sou Rosicler!
(As três) – Alegria minha gente, a festa não deve acabar, ainda faltam quinze anos para o feitiço chegar e assim mesmo não sabemos, quanto tempo irá durar, alegria minha gente, a festa não deve acabar!
(1ª fada) – Alegria!
(2ª fada) – alegria!
(3ª fada) – Alegria!
Todos: - Sorriem, dançam...

Narrador: O Rei decretou:
Rei - Quero que todas as rocas do reino sejam queimadas!

Narrador: Os anos foram se passando. A medida que a princesinha ia completando os anos, os cuidados eram dobrados. Todos ficavam atentos a qualquer coisa estranha. As Fadas Rosadas estavam de sobreaviso para qualquer momento se precisassem...

Narrador: Chegou o dia dos quinze anos! Todos muito tensos prestavam o máximo de atenção a todos os passos da Princesinha. Quando ela estava se arrumando para a grande festa, sua dama de companhia foi pegar algo para arrumar o cabelo. A Princesinha ficou só. Avistou então, por um segundo, uma porta que nunca havia prestado atenção. Resolveu dar uma olhada. Viu uma velhinha que estava sentada fazendo algo estranho. A velhinha a cumprimentou:

Bruxa: - Olá Bela menina!
Princesa – Hó! Que está fazendo?
Bruxa: - Estou fiando!
Princesa: - Fiando?
Bruxa: - É! Fiando!
Princesa: - O que é isso?
Bruxa: - Estou transformando este chumaço de lã em um fio, e deste fio pode se fazer um tecido!
Princesa: - Eu nunca havia visto isso antes!
Bruxa: - É porque seu pai proibiu que se fiasse em todo o reino!
Princesa: - Ora, mas por que? Uma coisa tão útil?
Bruxa: - Você quer experimentar?
Princesa – Ó, não não, obrigada!
Narrador: A bruxa inssistiu!
Bruxa: - Venha!
Princesa: Não!
Bruxa: Não demora nada!
Princesa: - Não, não posso!
Bruxa: - Venha, não demora nada!
Princesa: - Ó, está certo!
Narrador: A Princesa então, na hora que foi pegando na agulha da roca, sentiu algo lhe furando o dedo...e...
Princesa(quase gritando) – Ai! espetei meu de...

Narrador: Nem sequer conseguiu dizer o nome todo, caiu totalmente sem vida... Encontraram a Princesinha caída no chão. Foi aquele reboliço, todos correram, choraram. Mandaram chamar imediatamente as Fadas Rosadas, e elas, mais que ligeiro chegaram para cuidar da Princesinha desmaiada, cuidar do povo todo do Castelo.
Fadas: ( Rosa) - Pobre da nossa afilhada! O que é que nós vamos fazer?
Rosina: - Que feiticeira malvada! Ah! Uma idéia acabo de ter! A todos que estão no Palácio, sem exceção de ninguém, faremos com nossos poderes, que fiquem dormindo também. Assim, quando ela acordar, todos despertarão, e o tempo que se passar, eles nem notarão!
Rosicler: - Que idéia maravilhosa! É espetacular! Vamos Rosina e Rosa, temos que trabalhar!
As três fadas! – Com nossos poderes divinos, faremos adormecer, homens, mulheres e meninos e assim, ninguém vai sofrer!

Narrador: As três fadas, tocaram com suas varinhas mágicas em todos que estavam no Palácio. No rei e na rainha, nos empregados, nos animais...e todos adormeceram. A Princesinha adormecida, colocaram ela em sua cama toda bonita e confortável, colocaram bastante espinhos ao redor do Palácio, muitas árvores...para ficar bem escondido e protegido porque ia assim durante muito tempo...

Fadas:
Rosa -Vamos irmãs tão queridas, vamos pra casa voltar, que a Bela Adormecida, não podemos ajudar.

Rosina - Dorme gentil princesinha, não verás o tempo passar, até que um beijo de amor, possa lhe despertar.

Rosicler - E quando acordares linda, todos despertarão, e com alegria infinda, viremos beijar sua mão.

As três - Somos as Fadas Rosadas, tristonhas vamos ficar, mas há de chegar o dia, em que Bela vais despertar, em que bela vais despertar...

Narrador: Passaram-se muitos anos. Um dia, um Príncipe que por ali passava, avistou o Palácio escondido entre enormes espinhos espetantes e se aproximou. Havia um duende guardando o Palácio por ordem das três fadas para que ninguém se aproximasse. O Belo Príncipe então, se aproximou do duende que servia de guarda e perguntou:

Príncipe: É neste Palácio que há cem anos dorme uma linda jovem que foi enfeitiçada por uma bruxa muito má?

Duende: Sim!

Príncipe: Eu quero entrar e conhecer a linda princesa!

Duende; mas como? Olha só quanto espinho! Ninguém nunca conseguiu atravessar tanto espinho. Como você vai conseguir?

Narrador: o Príncipe, pegou sua afiada espada e passou com toda a força nos espinhos e disse:

Príncipe: Assim!

Narrador: Os espinhos caíram todos, deixando livre a entrada para o Palácio. E o Príncipe foi entrando. Viu que todos lá dentro estavam dormindo profundamente, mas quis ir logo ver onde estava dormindo a jovem tão bela. Chegando ao quarto onde se encontrava a Princesa, ele a viu, e viu como era bonita.

Príncipe: Oh! Como é linda!

Narrador: Dizendo isso, o jovem beijou a Princesinha!

Princesa (acordando): Hoó, ó! Quem é você?

Príncipe: Eu sou o Príncipe Celso! Venha comigo, depois eu lhe contarei tudo o que aconteceu.

Narrador: Ele saiu conduzindo a Princesa pelos aposentos. À medida que iam passando as pessoas iam despertando...Ao chegarem onde se encontravam os reis:

Rei (acordando e emocionado): Oh! Ó! Minha filha...

Príncipe: Eu quero aproveitar a oportunidade e pedir a mão da Princesa em casamento!

Narrador: O Rei e a Rainha deram a mão da Princesa em casamento. Estavam todos muito felizes...Mas, a feiticeira do gatinho já estava sabendo de tudo e não estava nada satisfeita.

Bruxa: Com aranha milanesa, e pó de casquinha de ovo. Vou fazer com que a Princesa, fique dormindo de novo. Malino vamos embora, agora é que eles vão ver, vamos montar na vassoura, que um feitiço eu vou fazer!

Narrador: Mas as Fadas Rosadas, também já estavam sabendo de tudo e já haviam tomado as providências. Uma grande tempestade aconteceu, deu um vento e um relâmpago tão forte em cima da bruxa, que ela foi parar muito distante, bem longe em um lugar de onde jamais ela poderá sair. E o Príncipe e sua Bela Adormecida, viveram felizes para sempre!

domingo, 4 de maio de 2008


“Se se quiser falar ao coração do homem há que se contar uma história. Dessas em que não faltam personagens, animais, deuses fantasia. Porque é assim,suave e docemente, que se despertam consciências.”
Jean de La Fontaine

PROJETOS


Skindô-le-LER...
O ENCANTADOR DE PALAVRAS

ATIVIDADES:

À semelhança de uma Sherazade, que, nas narrativas de As Mil e Uma Noites, se dispõe a “contar outra”, a palavra aqui contada conduzirá a passagens que se abrem em outros enfoques, um elo para novos temas que não sejam somente sobre o caminho do contador de histórias mas, inclusive, sobre:
– OFICINAS DE CRIAÇÃO LITERÁRIA;
– WORKSHOPS (OFICINAS PRÁTICAS) SOBRE ALFABETIZAÇÃO, ARTES E EDUCAÇÃO INFANTIL;
– CURSOS E PALESTRAS
– ESPETÁCULOS PARA CRIANÇAS.

PÚBLICO ALVO:

Estudantes, educadores, contadores de histórias, pais, avós, voluntários de entidades filantrópicas, terapeutas, monitores e animadores de festa, amantes do mundo infantil e todos os interessados nessa temática.

OBJETIVOS:
O curso fornece espaço e compartilha vivências para que se possa conhecer o potencial do contador(a) de histórias..

"Esse retorno à tradição oral é uma necessidade do mundo contemporâneo, em que precisamos nos voltar para a poesia, para o mundo da vida e buscar maior integração", ressalta Gislayne Matos (Mestra em educação, arte-terapeuta, arte educadora, contadora de histórias e estudiosa da obra As Mil e Uma Noites.), para quem é importante que se busque algo que dê mais sentido à vida, de modo a fugir da banalização, do descartável.

Mas o conto-tô-tô
Não morreu-reu-reu
Inscreva-se, participe, acompanhe e traga suas histórias para contar.

Era uma vez,
uma velha coroca
que foi ao jardim
falar com a minhoca...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

“Da pré-escola à universidade, os contos têm-se revelado um recurso extremamente eficaz.” (Gislayne Matos)

Para cada idade uma história diferente, para cada idade uma interpretação diferente da mesma história.
Para que contar histórias:
- Enriquecer repertórios
- Entreter e aproximar as pessoas
- Interpretar o mundo
- Formar cidadãos
- Trocar afetos