domingo, 14 de dezembro de 2008


"Eu sou um contador de histórias...
Gosto muito de me aventurar no universo das palavras,
gosto de vê-las clamando por minhas mãos,
desejosas de saírem da condição de silêncio.
Escrever é uma forma de desvendar o mundo."
Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O anjo Malaquias


O anjo Malaquias
(Mário Quintana)

O Ogro rilhava os dentes agudos e lambia os beiços grossos, com esse exagerado ar de ferocidade que os monstros gostam de aparentar, por esporte.
Diante dele, sobre a mesa posta, o Inocentinho balava, imbele. Chamava-se Malaquias - tão piquinininho e rechonchudo, pelado, a barriguinha pra baixo, na tocante posição de certos retratos da primeira infância...
O Ogre atou o guardanapo ao pescoço. Já ia o miserável devorar o Inocentinho, quando Nossa Senhora interferiu com um milagre. Malaquias criou asas e saiu voando, voando, pelo ar atônito... saiu voando janela em fora...
Dada, porém, a urgência da operação, as asinhas brotaram-lhe apressadamente na bunda, em vez de ser um pouco mais acima, atrás dos ombros. Pois quem nasceu para mártir, nem mesmo a Mãe de Deus lhe vale!
Que o digam as nuvens, esses lerdos cágados das alturas, quando, pela noite morta, o Inocentinho passa por entre elas, voando em esquadro, o pobre, de cabeça para baixo.
E o homem que, no dia do ordenado, está jogando os sapatos dos filhos, o vestido da mulher e a conta do vendeiro, esse ouve, no entrechocar das fichas, o desatado pranto do Anjo Malaquias!
E a mundana que pinta o seu rosto de ídolo... E o empregadinho em falta que sente as palavras de emergência fugirem-lhe como cabelos de afogado... E o orador que pára em meio de uma frase... E o tenor que dá, de súbito, uma nota em flaso... Todos escutam, no seu imenso desamparo, o choro agudo do Anjo Malaquias!
E quantas vezes um de nós, ao levar o copo ao lábio, interrompe o gesto e empalidece... - O Anjo! O Anjo Malaquias! - ... E então, pra disfarçar, a gente faz literatura... e diz aos amigos que foi apenas uma folha morta que se desprendeu... ou que um pneu estourou, longe... na estrela Aldebaran...

A primavera da lagarta



. Grande comício na floresta, bem no meio da clareira debaixo da bananeira.
. Dona formiga convocou a reunião:
(Formiga) – Isso não pode continuar!
(Camaleão) – Não pode não! Apoiava o camaleão.
(Formiga) – É um desaforo. A formiga gritava.
(Camaleão )- É mesmo! O camaleão concordava.
. A joaninha que vinha chegando naquele instante, perguntava;
(Joaninha) – Qual é o desaforo, heim?
(Formiga) – É um desaforo o que a lagarta faz!
(Louva – a - deus) – Come tudo que é folha! Reclamava o louva – a – deus.
(Formiga) – Não há comida que chegue!
. A lagartixa não concordava.
(Lagartixa) – Por isso não, que as senhoras formigas também comem!
(Camaleão) – É isso mesmo! Apoiou o camaleaõ que vivia mudando de opinião.
(Formiga) – É muito diferente! Depois a lagarta é uma grande preguiçosa, vive lagarteando por aí.
(Camaleão) – Vai ver que a lagartixa é parente da lagarta! Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
(Lagartixa) – Parente não! Falou a lagartixa. – É só uma coincidência nome!
(Formiga) – Então não se meta!
(Gafanhoto) – Abaixo a lagarta! Disse o gafanhoto. – Vamos acabar com ela!
(Libélula) – Vamos sim! Disse a libélula. Ela é muito feia!
. O senhor caracol ainda quis fazer um discurso.
(Sr caracol) – Hum...é...minhas senhoras e meus senhores! Como é para o bem geral e para a felicidade nacional, em meu nome e em nome de todo mundo interessado...como diria o conselheiro Furtado, quero deixar consignado que está tudo errado!
. Mas como o caracol era muito enrolado, ninguém prestava atenção no coitado.
. Já estavam todos se preparando para caçar a lagarta.
(Aranha) – Abaixo a feiúra! . Gritava a aranha, como se ela fosse muito bonita!
(Louva – a – deus) – Morra a comilona! . Exclamava o louva –a – deus, como se ele não fosse um comilão também.
(Cigarra) – Vamos acabar com a preguiça! . Berrava a cigarra, esquecendo de sua boa fama.
. E lá se foram eles, cantando e marchando:
(Todos) – Um, dois, feijão com arroz...Três, quatro, feijão no prato...
. Mas... a primavera havia chegado. Por toda a parte havia flores na floresta. Até parecia festa...Os passarinhos cantavam. E as borboletas! Quantas borboletas! De todas as cores, de todos os tamanhos, borboleteavam pela mata. E os caçadores procuravam pela lagarta.
(Todos) – Um, dois, feijão com arroz...E perguntavam às borboletas que passavam:
- Vocês viram a lagarta que morava na amoreira?
- Aquela preguiçosa, comilona, horrorosa?
. As borboletas riam riam...Iam passando e nem respondiam!
. Até que veio chegando uma linda borboleta.(Borboleta) - Estão procurando a lagarta da amoreira?
- (Todos) – Estamos sim! Aquela horrorosa,! Comilona!
. E a borboleta bateu as asas bateu as asas e falou:
(Borboleta) – Pois sou eu.
(Todos) – Não é possível, não pode ser verdade! Você é tão linda!
. E a borboleta sorrindo, explicou:
(Borboleta) – Toda lagarta tem seu dia de borboleta. É só esperar pela primavera!
Não é possível, só acredito vendo!
(Borboleta) - Venha ver! Isso acontece com todas as lagartas. Eu tenho uma irmã que está acabando de virar borboleta.
. E todos correram prá ver! E ficaram quietinhos espiando.
. E a lagarta foi se transformando, foi se transformando até que de dentro do casulo nasceu uma borboleta.
. Os inimigos da lagarta ficaram admirados!
- É um milagre!
(Camaleão) – Bem que eu falei! Disse o camaleão que já havia mudado de opinião.
. E a borboleta falou:
(Borboleta) – É preciso ter paciência com as lagartas, se quisermos conhecer as borboletas.

(Retirado do CD “Mil pássaros” Produzido por: Sandra Peres e Paulo Tatit,, narrado pela própria autora da história: Ruth Rocha)

domingo, 27 de julho de 2008


ROMEU E JULIETA
RUTH ROCHA

Há muito tempo, não muito longe daqui, havia um reino muito engraçado. Todas as coisas eram separadas pela cor. Branco, amarelo, azul, vermelho, preto.
O que era branco morava junto com o que era branco. Todas as flores brancas no mesmo canteiro.
As borboletas brancas só visitavam o canteiro branco.
Todas as flores azuis num canteiro separado. E as borboletas azuis só visitavam este canteiro. Não havia misturas...
No canteiro amarelo, morava uma linda família de borboletas amarelas. Tinham uma filhinha chamada Julieta.
Ela era muito engraçadinha. Já sabia voar. De manhã, voava com sua mãe de flor em flor.
Mas quando Julieta queria voar para o canteiro azul, sua mãe dizia:
- Não, Julieta, tal borboleta no seu canteiro!
Julieta ficava triste. Fechava as asas, abaixava as antenas e chorava uma lágrima amarela de borboleta...
No canteiro de miosótis, morava uma família de borboletas azuis. Tinham um filhinho chamado Romeu.
Romeu era muito engraçado. Sabia voar para frente e para trás. Dava cambalhotas no ar. Voava com uma asa só. Borboleteava por todo canto.
O pai sempre falava:
- Romeu, Romeu, nada de passeios nos canteiros de outra cor, é perigoso!
- Ah, papai, as roasa são tão cheirosas...
- Cheiro não é tudo na vida, meu filho. Lugar de borboleta azul é no canteiro azul. Sempre foi assim...
Romeu fechava as asas, abaixava as antenas, perdia a graça e pensava:
- Por que?
Mas Romeu era muito curioso. Queria conhecer todas as cores. Todas as flores. Todos os canteiros.
Um dia, na primavera, seu amiguinho Ventinho falou:
- Vamos dar uma voltinha?
- Onde?
- No canteiro das margaridas. Está lindo...
- Papai não deixa, margarida é amarela, e eu? sou azul. Depois as borboletas amarelas podem não gosta, não é?
- Que bobagem! Eu tenho uma amiguinha chamada Julieta, que é muito boazinha e ela é amarela...Duvido que ela não goste de você. Vamos?
- Ta bom, mas não conta nada pra ninguém.
E eles saíram voando de flor em flor.
Quando chegaram ao canteiro amarelo, Romeu se escondeu no talo de uma margarida, que gostou logo dele. E Ventinho trouxe Julieta para conhecer Romeu. Os dois logo ficaram amigos.
- Que asas lindas!
- Que nada! As suas são mais bonitinhas...
- Como você voa engraçadinho...
E Romeu fez tudo que sabia para Julieta ver.
E os dois deram cambalhotas juntos. Julieta errou, poprque nunca tinha dado cambalhotas.
Romeu deu uma risada azul e Julieta deu uma risadinha amarela...
Os três, voando e borboleteando de flor em flor, entraram, sem perceber, na floresta.
E viram coisas que nunca tinham visto. Plantas estranhas, bichos de todos os tamanhos e um riacho que cantava: Chuá, chuá...
E eles olharam dentro do riacho e gritaram
- Olhe as borboletas...
- Dentro d’agua, molhadas...
Ventintinho riu muito;
- São vocês mesmos. A água é como um espelho!
E os dois fizeram muitas brincadeiras defronte da água – caretas, pulos. E deram muita risada. E Ventinho fazia ondas na água e atrapalhava.
Numa clareira da floresta, uma família fazia piquenique. As crianças cantavam: “Apareceu a margariga,
Olé, olé, olá...
Apareceu a margarida,
Olé, seus cavaleiros...”

Eles gostaram muito e resolveram brincar também. Entraram na roda. O vento mexia no cabelo dos meninos. E as borboletas dançavam. Mas um menino parou e gritou:
- Olha lá! Vamos caçar borboletas para minha coleção?
- Ih...Nossa!
Romeu se assustou, Julieta ficou ainda mais amarela. Ventinho soprou uma poeira para atrapalhar os meninos e berrou:
- Fuja, Romeu! Fuja, Julieta! Depressa!
E os dois voaram...e sumiram dentro da floresta.
No canteiro amarelo, a mãe de Julieta chorava:
- Onde está minha borboletinha?
Nenhuma margarida dizia nada.
No canteiro azul, a mãe de Romeu gritava:
- Romeu, filho meu, onde você se meteu?
E os papais borboleteavam para todos os lados e não achavam nada. Mas também, dos seus canteiros, não arredavam as asas.
Mas lá no fundo da floresta, Romeu e Julieta já estavam cansados, coitados:
- Não adianta, Romeu, nós não sabemos o caminho...
E Ventinho levantava as folhas, procurando o caminho. Estava escuro e não se enxergava nada...Julieta tremia de frio, a floresta estava diferente...
Os passarinhos piavam. Os olhos dos bichos brilhavam no escuro. E dona Coruja falou, com a voz grossa:
- Fiquem aqui junto de mim! Hum, hum, hum! Fiquem aqui até o dia clarear!
E eles ficaram.
Mas olhavam para todos os lados:
- Será que ninguém vem buscar a gente?
- Mas...será?
Mas você não sabe o que aconteceu lá nos canteiros... Dona Margarida falou com a borboleta amarela. Contou que Julieta tinha saído com Romeu e Ventinho.
E a borboleta amarela criou coragem e foi falar com a borboleta azul. As duas se juntaram, chamaram os maridos e foram falar com o senhor Vento e dona Ventania.
E todos Saíram de canteiro em canteiro procurando:
- Romeeeu!!
- Lulieta!!
- Ventinho!...
Do canteiro verde, vieram os vaga-lumes com suas lanterninhas. A noite juntos procuraram.
E quando amanheceu o dia, o céu estava cheio de cores. Romeu e Julieta, encolhidinhos no seu galho, viram chegar uma revoada de pontinhos coloridos. Que beleza...
Julieta arregalou os olhos. E Ventinho fez:
- Fiuuuuuuuuu!
Romeu bateu palmas. E cada mamãe pegou o seu filhinho.
E as outras borboletas, contentes, borboleteavam. Batiam as asas. Falavam.
- Até que enfim...Achamos...
- Achamos...Que bom!
E quando chegou de novo a primavera tudo estava diferente naquele reino. Os canteiros tinham todas as cores misturadas. Margaridas nasciam ao lado dos cravos. Dálias amarelas ao lado dos miosótis. E as rosas brancas, vermelhas, amarelas cresciam juntas, misturadas. E juntas brincavam as borboletas. Todas as borboletinhas brincavam de roda. E cantavam:
!Se todas as borboletas do mundo
Pudessem se dar as mãos,
Fariam uma grande roda,
Uma grande roda em volta do mundo.”

(Retirado do CD “Mil pássaros” Produzido por: Sandra Peres e Paulo Tatit,, narrado pela própria autora da história: Ruth Rocha)

sábado, 28 de junho de 2008

Sabe como as histórias chegaram até aqui?


Ananse e o baú das Histórias
(Lenda africana)

Existe uma lenda africana que nos conta que houve um tempo em que na Terra não havia histórias para se contar, pois todas pertenciam a Nayane, o Deus dos céus.
Kwaku Ananse, o homem Aranha, queria comprar as histórias de Nyame, o Deus do céu, para contar ao povo de sua aldeia, então por isso um dia, ele teceu uma imensa teia de prata que ia do céu até o chão e por ela subiu. Quando Nyame ouviu Ananse dizer que queria comprar as sua histórias, ele riu muito e falou:
_ O preço de minhas histórias, Ananse, é que você me traga Osebo, o leopardo de dentes terríveis, Mmboro os marimbondos que picam como fogo e Moatia a fada que nenhum homem viu.
Ele pensava que com isso, faria Ananse desistir da id éia, mas ele apenas respondeu:
_Pagarei seu preço com prazer,ainda lhe trago Ianysiá, minha velha mãe, sexta filha de minha avó.
Novamente o Deus do céu riu muito e falou:
_Ora Ananse, como pode um velho fraco como você, tão pequeno, tão pequeno, tão pequeno, pagar o meu preço?
Mas Ananse nada respondeu, apenas desceu por suas teias de prata que ia do céu até o chão para pegar as coisas que Deus exigia. E correu por toda a selva até que encontrou Osebo, leopardo de dentes terríveis.
Aha, Ananse!. Você chegou na hora certa para ser meu almoço.
Oque tiver de ser será, disse Ananse. Mas primeiro vamos brincar do jogo de amarrar?
O leopardo que adorava jogos, logo se interessou.
Como se joga esta jogo?
Com cipós, eu amarro você pelo pé e pelo pé com o cipó, depois eu desamarro, ai, é a sua vez de me amarrar. Ganha quem amarrar e desamarrar mais depressa.
Muito bem - rosnou o leopardo que planejava devorar o Homem Aranha assim que o amarrasse.
Ananse, então, amarrou Osebo pelo pé, pelo pé, pelo pé e pelo pé, e quando ele estava bem preso, pendurou - o amarrado a uma árvore dizendo:
_Agora Osebo, você está pronto para encontrar Nyame o Deus do céu.
Ai, Ananse cortou uma folha de bananeira, encheu uma cabaça com água e atravessou o mato alto até a casa de Mmboro. Lá chegando, colocou a folha de bananeira sobre sua cabeça, derramou um pouco de água sobre si, e o resto sobre a casa de Mmboro dizendo:
_ Está chovendo, chovendo, chovendo, vocês não gostariam de entra na minha cabaça para que a chuva não estrague suas asas?
Muito obrigado! Muito obrigado! - zumbiram os marimbondos entrando para dentro da cabaça que Ananse tampou rapidamente.
O homem Aranha, então, pendurou a cabaça na árvore junto a Osebo dizendo:
_Agora Mmboro, você está pronto para encontrar Nyame o Deus do Céu.
Depois, ele esculpiu uma boneca de madeira, cobriu - a de cola da cabeça aos pés, e colocou - a aos pés de um flamboyant onde as fadas costumam dançar. À sua frente, colocou uma tigela de inhame assado, amarrou a ponta de um cipó em sua cabeça, e foi se esconder atrás de um arbusto próximo, segurando a outra ponta do cipó, e esperou.
Minutos depois, chegou Moatia, a fada que nenhum homem viu. Ela veio dançando, dançando, dançando, como só as fadas africanas sabem dançar, até aos pés do flamboyant. Lá, ela avistou a boneca e a tigela de inhame.
Bebê de borracha - disse a fada - estou com tanta fome, poderia dar - me um pouco do seu inhame?
Ananse puxou a sua ponta do cipó para que parecesse que a boneca dizia sim com a cabeça, a fada, então, comeu tudo, depois agradeceu:
_Muito obrigada bebê de borracha.
Mas a boneca nada respondeu, a fada, então, ameaçou:
Bebê de borracha, se você não me responde, eu vou te bater.
E como a boneca continuou parada, deu - lhe um tapa ficando com a mão presa na sua bochecha cheia de cola. Mais irritada ainda, a fada ameaçou de novo:
_Bebê de borracha, se não me responde, eu vou lhe dar outro tapa.
E como a boneca continuou parada, deu - lhe um tapa ficando agora, com as duas mãos presas. Mais irritada ainda, a fada tentou livrar - se com os pés, mas eles também ficaram presos. Ananse então, saiu de trás do arbusto, carregou a fada até a árvore onde estavam Osebo e Mmboro dizendo:
Agora Mmoatia, você está pronta para encontrar Nyame o Deus do céu.
Ai, ele foi a casa de Ianysiá sua velha mãe, sexta filha de sua avó e disse:
_Ianysiá venha comigo vou dá - la a Nyame em troca de suas histórias.
Depois ele teceu uma imensa teia de prata em volta do leopardo, dos mrimbondos e da fada, e uma outra que ia dochão até o céu e por ela subiu carregando seus tesouros até os pés do trono de Nyame.
Ave Nyame! - disse ele - aqui está o preço que você pede por suas histórias; Osebo, o leopardo de dentes terríveis, Mmboro, os marimbondos que picam como fogo e Moati, a fada que nenhum homem viu. Ainda lhe trouxe Ianysiá minha velha mãe, sexta filha de minha avó.
Myame ficou maravilhado, e chamou todos de sua corte dizendo:
O pequeno Ananse, trouxe o preço que peço pelas minhas histórias, de hoje em diante e para sempre, elas pertencem a Ananse e serão chamadas de histórias do Homem Aranha! Cantem em seu louvor!.
Ananse maravilhado, desceu por sua teia de prata levando consigo o baú das histórias até o povo de sua aldeia, e quando ele abriu o baú, as histórias se espalharam pelos quatro cantos do mundovindo chegar até aqui. Entrou por uma porta, saiu pela outra, quem quiser que conte outra.